9.6.11

Terça a Dois

Ante ontem, à noite, enquanto meio mundo ou mais, assistia à despedida de Ronaldo, euzinha assistia à programação que estreava no Discovery Home & Health. Três séries dentro do bloco de programação chamado Terça a Dois:

Sister Wives traduzido como 4 MULHERS E 1 MARIDO.

Who the bleep did I marry traduzido como: COM QUEM EU ME CASEI?
e

Unfaithful: TRAIDORES


Fazendo um gancho com a série TRAIDORES, segue um texto (publicado no site) abordando a infidelidade ao longo da História:

Infiéis de ontem e de hoje

“Quem estiver livre de pecado”, disse Jesus aos que se dispunham a apedrejar uma mulher adúltera– “que atire a primeira pedra”. Ninguém o fez, o que talvez revele que a fidelidade não era muito comum naquela época. E ao que parece, tampouco Antes de Cristo – e nem Depois.

Tanto na Bíblia como nas antigas mitologias, há inúmeras menções ao engano amoroso e suas conseqüências. Quando Paris raptou Helena, esposa de Menelau desencadeou nada menos que a Guerra de Troia. Apesar de ser inspirada em fatos reais, o episódio provém da imaginação de Homero.

Na verdade, quem não tinha imaginação era o imperador Cláudio. Muito apaixonado, casou-se com Messalina, que se dedicou a traí-lo com nobres, soldados, gladiadores, atores e qualquer outro escolhido por seu capricho. Roma toda sabia de suas aventuras, menos o distraído Cláudio. Quando Messalina se casou com outro homem, cometendo flagrante bigamia, Cláudio finalmente descobriu a infidelidade e a condenou. Ela foi decapitada rapidamente, sob o temor de que o débil imperador a perdoasse.

Entre Bonaparte e Josefina as infidelidades foram mútuas (e múltiplas). Ela teve vários casos extraconjugais; em represália, Napoleão colecionou amantes, e deve ter tido ao menos um filho por aí. No entanto, razões de Estado os mantiveram juntos. Finalmente, veio o divórcio, mas não devido às infidelidades, e sim pela impossibilidade de gerarem filhos juntos.

Hollywood desnuda

No mundo do espetáculo, os infiéis formam uma legião. Charles Chaplin, por exemplo, casou-se quatro vezes, sempre com belas mulheres, mas “pulava a cerca” com freqüência.

Como se sabe, para filmar Cidadão Kane, Orson Welles se inspirou no magnata da imprensa William Randolph Hearst, com uma clara alusão a seus amores clandestinos com a atriz Marion Davies. Uma lenda de Hollywood diz que Hearst flagrou Marion beijando justamente Charles Chaplin! Ele pegou uma arma, disparou e acabou matando a pessoa errada. O poder e o dinheiro de Hearst acabariam encobrindo o trágico incidente.

Johnny Weissmüller, o Tarzan mais famoso, também não se contentava apenas com Jane. Teve várias esposas – pelo menos três, mas talvez tenha chegado a seis. Ele vivia se divorciando e casando de novo com uma de suas amantes. Uma delas, Lupe Vélez, “a mexicana explosiva”, também o traiu diversas vezes, protagonizando brigas lendárias que escandalizaram seus vizinhos de Beverly Hills. Por fim, o casal se separou, é claro.

Mais recentemente, o affair entre entre Brad Pitt e Angelina Jolie custou o casamento do ator com a atriz Jennifer Aniston. Tanto Jude Law como Ethan Hawke perderam suas mulheres – Sienna Miller e Uma Thurman– depois de elas descobrirem seu relacionamento com as babás de seus filhos. A “esposa alternativa” de Arnold Schwarzenegger também era uma empregada doméstica. Outro casamento arruinado.

Políticos, esportistas, príncipes, celebridades...

A infidelidade não reconhece terrenos proibidos. A própria Casa Branca foi o cenário do tórrido caso entre Bill Clinton e Mônica Lewinsky. Os campos de golfe pareciam livres de suspeita, até que um estranho acidente de automóvel revelou a turbulenta vida sexual de Tiger Woods. E quanto à realeza? Em 1994, o Príncipe Charles, da Grã Bretanha, admitiu publicamente ter sido infiel a Diana Spencer – a saudosa Lady Di– com Camilla Parker Bowles, uma antiga namorada com quem mais tarde veio a se casar.

A Grande Arte também tem suas histórias. Quando o famoso compositor Gustav Mahler soube que sua esposa Alma o enganava com o não menos célebre arquiteto Walter Gropius, decidiu consultar Sigmund Freud. Eles se encontraram em Leiden, na Holanda, caminharam e conversaram durante quatro horas, e o músico, ao que parecia, conseguiu acalmar seu espírito. Depois da morte de Malher, o psicanalista cobrou de seus herdeiros 300 coroas para saldar aquela extensa consulta.

E quanto aos fiéis?

Em contrapartida, houve casais famosos pela fidelidade, casamentos estáveis que duraram muito anos, sem conviver com a sombra da suspeita. Federico Fellini e Giulietta Massina. Humphrey Bogart e Lauren Bacall. Paul Newman e Joanne Woodward. E muitos outros mais recentes, mas é melhor não mencioná-los...

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Ô assuntinho que apetece (amiúde) bisbilhotar!!!

15 comentários:

Danilo disse...

Tem gente que defende
até a morte que
as mulheres só traem por um
bom, mas mto bom motivo... e aí,
Amèlie?

Cínsia disse...

Uma recente pesquisa realizada pela “Coffee & Company“, uma agência de encontros inglesa, revelou um dado inesperado: seriam, na verdade, as mulheres mais inclinadas à traição, ou pelo menos, seriam elas a declararem de poder/querer fazer. Mais do que os homens.

Apenas 9% dos entrevistados homens trairiam as próprias parceiras se tivesse a oportunide. Já 25% das mulheres entrevistadas afirmaram que trairiam, e como! A pergunta é: como é possível ser assim confiante na capacidade de trair? Se trata de um estilo de vida?

Em todo caso, a pesquisa também revelou as motivações que empurrariam as mulheres a trairem mais do os homens e o primeiro deles é no mínimo inquietante: muitas mulheres, sem filhos, julgam maior a possibilidade de engravidar frequentando vários homens (e o instinto de conservação de espécie é mais forte que o bom senso?); o segundo motivo e o terço, são mais banais e previsíveis…

As mulheres “dispostas” a trair acham o relacionamento íntimo com o atual namorado/marido “chato e repetitivo”, ou ainda, declararam se sentirem abandonadas pelo “amor da sua vida”, a ponto de partir em busca de quem lhe dê atenção. As mulheres, portanto, são mais propensas a agir mas parece que não tanto a compreender: se 15% dos homens declararam de poder perdoar uma partner infiél, o mesmo perdão seria possível apenas para 12% das mulheres Onde foi parar a proverbial sensibilidade feminina?

Nicolau disse...

Mas uma coisa era a traição dos aristocratas com aqueles chateaux imensos, cada um com seu quarto; uma coisa é a traição hollywoodiana com aqueles palácios enormes; e outra coisa bem diferente é a traição classe média, apertada no seu 3 quartos comprado na planta de 80m2.

Roney Maurício disse...

Ah, o Portuga entende desse assunto aí. Dizem que ele até fez um curso na Cornualha... rss

Anônimo disse...

"A monogamia é uma lei antinatural."
Chorik

Mr. Pain disse...

Caboclo,

Você é praticamente um iletrado na questão "Terça a Dois". E quando a gente não sabe, deve se calar, ou, pelo menos, deve abster-se de mandar postas de pescada para cima dos outros a fim de ocultar a ignorância.

O assunto não tem nada a ver com cornualhas, son. Parece que tem, mas não tem. Vou explicar:

O que é "Terça"?... O terceiro dia da semana, certo?... Estamos, portanto, diante de um numeral, oriundo do "três".

(Pausa: tá entendendo ou prefere um esquema bonitinho desenhado?)

Chegados aqui, junta "três" e "dois". O que te sugere, hã? Pensa bem, pensa bem, "três" e "dois", repetindo mentalmente "três" e "dois".

Tá fazendo?...

Muito bem. Agora pára! Bem de repente, como se um machado te cortasse o pensamento, e diz em vez de "três" e "dois", "três" a "dois".

Claro, para uma mente vazia como a tua deve parecer o resultado de um jogo de futebol. Não é! Você precisa ligar o "três a dois" ao assunto do post.

Tá ligando?

Hein?... Chegou lá?... Não?...

Que burrinho você é, son!

Ok, vou decifrar para você toda essa retórica da dona do circo e o que ela pretende nos contar com ela:

A Amélie acabou de inventar o "mènage à trois" feito apenas com duas pessoas.

Não é espantoso?

... E sim, desse jeito não há cornualhas; pra que eu iria tirar o cuso lá, hein, ignorante?

Roney Maurício disse...

Não falei que ele tinha curso no assunto? Só não sabia que era doutorado! rss

Amèlie disse...

Danilo,

Tem gente que defende até a morte que os homens só traem para satisfazer seus desejos mais levianos.

E aí???

Risos e beijos.
Saudades!!!

Amèlie disse...

Cínthia,

A senhoura anda pesquisando "a fundo" o assunto, hã?

Rsssss

Amèlie disse...

Nicolás,

E sobre a traição da classe média, que roguem por muita criatividade e imaginação.

Rssss

Bjs

Amèlie disse...

RM e Mr. Pain,

Vocês são os melhores. Lembrei agorinha de uma música do Ovelha:

Ou, ou, ei, ei
Sem você(s) não viverei
Volte(m) logo, não suporto
Esta distância de você(s).


Ovelha! Ovelha! Ovelha!


Rindo muito aqui.

Amèlie disse...

E por falar no Ovelha,
alguém tem nouuutícias da peste-mor (lei-se: Cora)

Sodade!

Cora disse...

E o que dizer dos traidores "on line" e as ilusões fáceis do mundo virtual?

Cora disse...

Terças a Dois??? Jura?

Amèlie disse...

Cora,

Cada pergunta, hã?

Morrendo de rir, por aqui.

Bjs