Porque o texto do CIORAN que a Cora (peste ever) publicou no comentário dela merece um destaque especial. Digno de muita contemplação.
É, Corinha, tem dias que eu penso que fomos separadas na maternidade.
É, Corinha, tem dias que eu penso que fomos separadas na maternidade.
... Ah, a foto? Espelho do mood de hoje!"A pose trágica só corresponde à puberdade prolongada e ridícula; mas são necessárias mil provas para alcançar o histrionismo do desapego. Quem, emancipado de todos os princípios de costume, não dispusesse de nenhum dom de comediante, seria o arquétipo do infortúnio, o ser idealmente desgraçado. É inútil construir tal modelo de franqueza: a vida só é tolerável pelo grau de mistificação que se põe nela. Tal modelo seria a ruína da sociedade, pois a "doçura" de viver em comum reside na impossibilidade de dar livre curso ao infinito de nossos pensamentos ocultos. É porque somos todos impostores que nos suportamos uns aos outros. Quem não aceitasse mentir veria a terra fugir sob seus pés: estamos biologicamente obrigados ao falso. Não há herói moral que não seja ou pueril, ou ineficaz, ou inautêntico; pois a verdadeira autenticidade é o aviltamento na fraude, no decoro da adulação pública e da difamação secreta. Se nossos semelhantes pudessem constatar nossas opiniões sobre eles, o amor, a amizade, o devotamento seriam riscados para sempre dos dicionários; e se tivéssemos a coragem de olhar cara a cara as dúvidas que concebemos timidamente sobre nós mesmos, nenhum de nós proferiria um "eu" sem envergonhar-se. A dissimulação arrasta tudo o que vive, desde o troglodita até o cético. Como só o respeito das aparências nos separa dos cadáveres, precisar o fundo das coisas e dos seres é perecer; conformemo-nos a um nada mais agradável: nossa constituição só tolera uma certa dose de verdade..."
Afinal a gente consegue viver sem muitas coisas. Mas sem sarcasmo e sem uma pitada de teatro, definitivamente não dá. Rsss.
21 comentários:
Muitas coisas nos (me) levam (leva) a imaginar que a "peste ever" compõe o quebra-cabeça com muito estilo e malícia e tem hora que vocês duas se misturam, oops, que a mistura das duas nos comentários, xá prá lá...
Aplausos pro texto, DUAS.
Putz, Méleca, entendi lhufas do post.
Dá só pra ver a dona do chicote, uma pitada de seio e... aquele rosnar, é o tal de "sarcasmo"?
rss.
Megerona, esqueceu
de dizer quem é a dona do circo.
Rsrsrs
Danilo, ouça as rosnadinhas da dona do chicotinho.
hehehe
Adorei o texto. Só li as duas primeiras palavras, mas passarei os olhos nas restantes. Como te disse, adoro um humor assim, meio indiferente, meio tesudo, "divertidamente fake". Sempre um convite!
Como assim? a rosnadinha também é fake? Ah! não creio!
GRaças a Deus tem uns programas na Cultura que são legais!!!
São eles:
1) Minúsculos.
2) A Vida no Jardim (ou algo assim).
3) O desenho de massinha daquela fazenda que tem um cachorro engraçado e as ovelhas e galinhas porcos... tudo muito legal, inteligente e criativo!!!
4) O Mundo do Brickman (antigo mas legal. Não é babaca).
5) Planeta Terra.
6) O programa do Abujanra é legal, numas.
Ele está no olimpo, então, não dá bola pra quem escreve pra ele.
Amèlie: também gostei muito das boas tiradas à Cioran, além das coisinhas que você já comentou. Ah, no tel eu comentei com o Hugo que
quando eu vejo a dona do chicotinho, lembro daquela atriz, a Marylin Monroe. Beijinhos
Agora é que a dona do circo deve estar brava! Até rosna!
Rssss... Mas isso passa, isso passa... Um martini e...
Minha Capitu, avisa aí o clone
comentador que a
luz errada destrói qualquer nesga de clima.
Meia luz sempre.
Hugo,
O clima já está a meia luz, ao ponto de confundirem Emil com Emile, Ciolan com Zola, Roménia com França.
E porque quem fala de Emil pode falar de Amèlie (yes, no feminino), tenho a memória de um guri que tendo convidado a moça para jantar em casa, havia preparado um cenário de média luz, so obvious, so obvious, so obvious, que o jantar ficou estragado. A luz errada destrói qualquer nesga de clima, mesmo quando o clima é, sem o dever ser, de média luz.
Cioran,
Shame on me!!!
Já nem posso mais confiar em meus dedinhos.
Tomara que eu não comece a errar também na escolha das lingeriiiies, a eterna garantia das alegrias amorosas.
Foi um enorme prazer e com prazer (ainda que póstumo), you know, you know!!!
Risos imensos
E eu acreditei naquela
historinha de que quando você nasceu, uma fada foi até a maternidade de São Carlos
e todou seus lindos dedinhos...
Rsrsrs
Já li as demais palavras e posso dizer com mais certeza e um pouco de humor, que, realmente, o texto é fantástico e um tapa na cara de muita gente.
;)
Cínsinha, a Amèlie gosta de acreditar que não a levamos a sério (e nem ela)
e isso deixa
aquela cabecinha cheia de vento muito mais leve.
"hehehe"
Uia! Será?
Serei a imagem refletida no espelho? Reflexo ou miragem?
...ou apenas cenário? "Sei lá quem sou?!"
Peste,
É aí que está a graça!!!
Bjs
Hein?
ò dona do circo... só sabe dos bastidores quem faz parte do elenco... rs
é tudo capeta "mesma"...hihi
Isso aqui continua uma festa!
Nicolau!
Que bom você por aqui!!!
Sentíamos a sua ausência...
Beijinhos
:)
Ahh, sei lá...
Ía tirar daqui o que escrevi acima. Foi uma coisa tão imbecil, tão despropositada no contexto dos coments e do post, que acho nem fui eu o autor.
Que coisa!
Ahh..., tudo isso aqui (na vida) é ilusão, maya; mas falso, não é.
Ilusão mais verdadeira que essa, não existe!
Não sou sarcástico (por exemplo), então, li o que D. Cora escreveu, mas não necessáriamente concordei.
De qualquer forma, que tá bem escrito, isso tá!
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